sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Alto dos Forninhos


A propósito do Post anterior...

Certamente este local terá um dos marcos geodésicos mais altos do concelho de Chaves e foi de lá, do marco branco dos Forninhos, que foi feito este filme.

Embora não nos dê a perspectiva da aldeia e de grande parte do seu território, excepção aos Chães e Panadeira, do local a vista leva-nos até aos concelhos vizinhos de Montalegre, Boticas, Vila Pouca de Aguiar, Valpaços e Verim, na Galiza.

Perto, estão os marcos de estrema que dividem as terras de Castelões, Soutelinho da Raia e Meixide e o local em que foram encontradas as pedras (Estelas) levadas para a eira do forno.

De acesso difícil para viaturas sem tracção, vale a pena uma caminha até ao local para observar a magnífica paisagem.







terça-feira, 18 de setembro de 2012

Descobertas


Já aqui falamos sobre uma descoberta arqueológica no alto dos Forninhos. Hoje vamos falar sobre uma segunda descoberta.


Depois de recolhida e colocada na eira do forno a primeira pedra descoberta, sempre ficou na ideia do Armindo uma outra pedra que tinha avistado a poucos metros do mesmo locar.



E foi em nova ida aos Forninhos para levantar a pedra, que verificou ter razão quanto ao seu pressentimento, pois tratava-se de um segundo achado em todo parecido com o anterior.




Também ela foi recolhida e colocada junto da primeira, na eira do forno.


Depois de lavada e pela sua melhor conservação, logo saltaram à vista as diferenças entre ambas, que embora semelhantes na forma e tamanho,  tem nos temas gravados algumas diferenças, aparecendo neste exemplar uma lança, uma espada, uma figura de pessoa e outras que podem observar nas fotografias.


Falta mobilizar na terra, algumas pessoas  com capacidades e vontades demonstradas, para arrancarem com o projeto do desejado museu na escola, local perfeito para reunir todo o material, arqueológico e etnográfico existente.


Pelo interesse dos achados, que podem levar o nome de Castelões para os compêndios da arqueologia nacional, naturalmente que voltaremos ao assunto mais vezes.


sexta-feira, 14 de setembro de 2012

No alto do Fragão


Hoje vou deixar um filme feito no alto do Fragão e que mostra, tanto a beleza dos nossos montes como a paisagem que de lá se avista, 

Certamente, serão muitos aqueles que ao vê-lo, recordarão os bons e os momentos de trabalho sofrido que lá passaram durante grande parte da mocidade.

Seria interessante haver filmes ou fotos com 40 ou 50 anos feitos a partir do mesmo local, possibilitando observar a diferença no tempo...

Na falta desse material, só quem viveu os dois tempos tem possibilidade de constatar essa realidade. Espero que este video ajude.

Para quem não conhece e gosta da vida ao ar livre, caminhar ou passear de bicicleta pelos montes, fica o convite, visitem Castelões, sintam a hospitalidade das suas gentes e desfrutem das suas magnificas paisagens.




terça-feira, 11 de setembro de 2012

Serra e mar


O Agosto é por excelência o mês das férias e para muitos falar de férias é falar de praia.

Em Castelões as pessoas pensam exatamente como as outras,   gostando da mudança de ares em Agosto.

Foi com esse propósito que se organizou na aldeia uma ida à praia, não que o sol seja escasso por lá, mas para se possibilitar aos habitantes da terra e aos emigrantes que por lá andam nesta altura, a oportunidade de passar um dia diferente em diferentes locais de diferentes paisagens.

A jornada começou pelo lusco-fusco matinal e com a carreira contratada para o efeito, lotada dos seus cinquenta lugares e mais  houve-se, iniciando-se a viagem com destino a Vila Praia de Âncora, no Minho.

A deslocação pareceu rápida, não só pelo trajeto ter sido feito pelas modernas autoestradas que ligam Chaves a qualquer parte do pais ou da Europa, mas também porque a animação a bordo foi constante, levando a que se chegasse ao destino quase sem se dar por conta.

Do programa constava uma boa manhã de praia até cerca das quinze horas, que assim foi.
Depois de desfrutado o prazer da praia, da água, da vila, do momento e da companhia dos amigos e familiares que se juntaram à excursão, chegava a hora da viagem de regresso, que contava com uma paragem na Penha, em Guimarães, para alimentar o corpo, que a hora já ia adiantada.

À chegada, foi retirado da bagageira do autocarro o fartado farnel, que em partilha foi posto à disposição, para delicia de todos os excursionistas e não só, pois houve quem por ali andasse e à boa maneira transmontana fosse convidado para uma tirar uma bucha.

Depois da merenda e antes da partida, houve tempo para passear pelos bosques na descoberta dos muitos cantos e recantos e das singularidades que o local proporciona.

Diz quem foi, que foi um dia daqueles...

As fotos que documentam alguns dos melhores momentos, foram gentilmente cedidas pela Sílvia da Fonte.

























sexta-feira, 7 de setembro de 2012

A festa - Domingo



O verdadeiro dia da festa chegou.

Como sempre, o primeiro sinal de que à festa na aldeia, é dado às oito da matina com o rebentamento dos foguetes de alvorada.
Uma dúzia de escuros, que as finanças não andam famosas...

Suficientes para alertar as gentes que está na hora de ultimar os preparos, pois a banda não tarda a passar e logo-logo temos que ir para o Santuário pois a missa não espera...



Assim e passadas duas horas a Banda de Ervededo chega, forma e ao passo ritmado das melodias executadas, rompe aldeia dentro, seguindo o seu Mestre e o Mordomo da festa, que os guiará em circuito que terminará junto ao cruzeiro.


 A partir daí, começa o vai e vem de carros transportando pessoas, alguns em segunda carga que a família é grande, com destino ao local aonde tudo se vai passar.

Ao meio-dia teve inicio a missa solene, presidida pelo padre Diogo e acompanhado por um pregador que faria o habitual sermão de circunstância e pelo acólito, conhecido de muitos pelas vezes que celebra missa na aldeia.





As celebridades religiosas da festa encerram com a procissão em volta do Santuário.






Assim foi a manhã da festa.

O programa da tarde foi de baile, com musica servida pela banda filarmónica, alternando ao conjunto musical, levando ao recinto muitos pares de bailarinos que abrilhantaram a festa até ao por do sol.





Depois da janta, arrancou o arraial ao som da musica do conjunto até às duas da madrugada, tendo sido interrompido por volta da meia-noite para o lançamento do tradicional fogo de artificio.



Fechado o pano e depois de um ano de gestão complicada, a comissão de festas consegui manter a identidade e dignidade da festa de Castelões em honra da Nossa Senhora das Necessidades, estando por isso de parabéns.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A festa - Sábado


Como filho da terra, também eu gosto de passar o fim-de-semana da festa em Castelões e este não foi diferente dos outros anos, como não foi muito diferente o programa da mesma que arrancou no sábado à tarde com um torneio de futsal de quatro equipas, divididas em duas séries.




No primeiro jogo, Castelões venceu, eliminando a formação de Ardãos, ficando apurado o primeiro finalista.
Já no segundo, foi a equipa de Curalha a colocar fora os rapazes do Couto, apurando-se para a final em jogo que viria a vencer após prolongamento.




Novidade deste ano foi a chega de bois, que se realizou no intervalo do futebol, em terreno contiguo ao poli-desportivo, entre animais pertencentes a amigos da terra, o Pacheco de Meixide e  o Berto de Calvão.





Com pouca Galha mas de forte investida, rapidamente o boi de Calvão pôs em fuga o de Meixide, deixando na gente que assistia o desconsolo pelo facto da chega ter durado cerca de 30 segundos...




À noite houve a tradicional missa na igreja do povo, seguida de procissão de velas, em que a Senhora das Necessidades é levada em oração até ao seu santuário.







quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Cruz da Senhora


Hoje deixo-vos um vídeo recentemente feito mesmo em cima do penedo que tem cravada a cruz luminosa no parque da Senhora das Necessidades.

O incêndio que no passado ano por esta altura devastou tudo que era vegetação na serra, também por ali deixou as marcas da sua passagem, derretendo os cabos de alimentação eléctrica bem como o próprio néon que dava visibilidade nocturna à cruz, ficando as aldeias do Brunheiro desde então, sem o ponto de referência que lhes assinalava o Santuário da Nossa Senhora das Necessidades e do Engaranho em Castelões.

Mesmo sem sinal luminoso a capelinha da Senhora continua lá e por se tratar do primeiro Domingo do mês de Setembro, é para lá que no próximo fim-de-semana muitos fiéis, devotos e romeiros das mais diversas procedências acorrem, juntando-se aos da terra em momentos de recolhimento e diversão.

O dia da festa está a chegar. Se para uns é um dia mais no ritual dos anos, para outros, a é ocasião para junto dos familiares, amigos e na terra que os viu nascer, matarem as saudades.

Saudades vou ter eu, de no sábado não ver as mulheres da terra nas pedras do forno do povo, com as suas roupas cor de luto, matizadas de branco da farinha que saltava dos alguidares de barro preto, atarefadas na confecção dos  Roscões, que nos haviam de chegar à mesa tão saborosos quanto belos, tostadinhos por fora e marelinhos por dentro!!! Feitos com ovos das pitas lá de casa... Claro!




Estejam aonde estiverem, desejo-vos um Bom dia de Festa.